Eu voo meio a corrente de ar
Que varia de direção constantemente
Não consigo discernir por quais caminhos percorri
Também não sei onde estou agora
Envolvido no breu da mente
Sem diferenciar a verdade da mentira
Não me deixando ser afetado pelos males do mundo
Procuro acreditar em dias melhores
Que poderiam salvar toda a humanidade
Mas logo deixo de lado vendo tais atrocidades
"Meu Deus, onde vamos parar?"
É isso que costumo escutar
Mas então, porque eles não param a si próprios
Não param, pois não sabem que o erro também são deles
Estão presos a morais da consciência
Sem presenciar a realidade diretamente
Conduzidos pelo hábito gerado por meia dúzias
De condutores da verdade.
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